Pois é, caros ouvintes. Ora bolas, vocês não são ouvintes, são leitores. Ainda por cima dos fraquitos, ainda precisam de usar o dedo para não se perderem no texto e lêem silaba a sílaba. A sorte é que algumas leitoras das minhas parvoíces são moças bastante bem parecidas, e então vão safar-se na vida profissional na mesma. Bom, vamos ao que (não) interessa. Como todos devem ter visto nas notícias, ou ouviram o Zé da tasca contar, o nosso poderoso país vai receber nos próximos dois anos, não um, não três, não vinte e sete, mas sim dois submarinos, pela módica quantida de 513 milhões de euros cada um. Nesta altura, há três possibilidades de opinião do povo: "Acho muito bem, apesar de ser um grande investimento, nunca se sabe o dia de amanhã. Os submarinos são essenciais para um estado de guerra."; "Pelo amor de Deus, para que é que queremos os submarinos? Que desperdício de dinheiro! Não os vamos usar porque ninguém sabe que o nosso país existe e muito menos iriam entrar em guerra connosco!"; "Quero lá saber, desde que os subsídios para ficar em casa a coçar o dedo mindinho do pé esquerdo continuem a cair-me na conta, eles que comprem o que quiserem.". Agora vocês perguntam: "Tiago, qual é a tua opinião?"... Perguntem em voz alta, com mil raios, que assim não vos oiço! Agora já ouvi, menos aquele fulano que está entretido a limpar o salão à frente de toda a gente. Pois, a minha opinião é... Não tenho opinião formada. Por um lado, é um grande investimento, talvez desnecessário nesta altura tão má em que nos encontramos. Se fosse lá mais para o Inverno, acho que seria melhor, porque já ninguém ia gastar nos aparelhos de ar-condicionado e sempre sobrava algum para ir ali ao Freeport e comprar um submarino a preço outlet. Outra questão que me atormenta é se haverá tripulação da Marinha Portuguesa que saiba trabalhar bem com os bichos. É que quando uma pessoa não sabe conduzir um automóvel ligeiro, tem aulas de condução com um automóvel ligeiro e, quando adquire a carta de condução, normalmente arranja um carro baratinho para poder espetar-se a toda a hora sem doer muito no bolso, para que mais tarde possa conduzir sem estragar o Mercedes que o papá tem reservado para o menino. Calculo que com os submarinos, não será bem assim. Vão passar dos velhos, que tiveram de ser deixados de usar por motivos de segurança devido ao estado de degradação, para os topo de gama. Um submarino é sempre um submarino, mas como em tudo na vida, não há dois submarinos iguais. Por isso, peço à Marinha Portuguesa, com todo o respeito, que ordene o afundamento de todas as ilhas desde o Cabo da Roca até ao continente americano para ter espaço de manobra para treinar a tripulação com as máquinas novas. E nada de fazerem corridas como na Ponte Vasco da Gama, senão levam multa. Por outro lado (sim, só agora é que acabei a parte do "por um lado", seus morcegos do Burundi), acho desnecessário ter dois submarinos no valor conjunto de mais de mil milhões de euros (1.000.000.000 euros) enquanto há pessoas neste país que têm de fazer esforços herculeanos para não passar fome. E há quem passe, infelizmente. Isto deve ter sido a única coisa séria que escrevi neste antro de parvoíce. Por falar na vossa melhor característica, e em jeito de despedida, queria dizer duas coisas acerca do concurso de moda que dá na SIC. A primeira é que há pessoas que, ou vão ao concurso na desportiva e no gozo, ou então os espelhos lá em casa só servem para ver se o cotão no umbigo já mudou de cor. A outra coisa que quero dizer, não quero dizer. Confuso? Não, é simples. Não quero dizer, mas sim apelar. Peço à senhora Fátima Lopes, que é uma grande estilista como toda a gente sabe, que arranje melhores maneiras de dizer que as raparigas não têm as medidas que ela procura numa modelo. É que ao dizer a uma moça de 16 anos com 1,80m e 55kg que tem as ancas muito largas e o rabo muito grande, a única coisa que vai conseguir é que a jovem entre em depressão e deixe de comer. Olha, disse outra coisa séria. Vocês devem estar a pensar porque raio é que eu vi esse programa, ao Domingo à noite. Três razões: O Bruno Nogueira está de férias, o comando ficou sem pilhas e moçoilas de biquini. Talvez por outra ordem. Beijinhos nas vossas bolinhas de cotão fofinhas.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Eh Ti Manel!
Ainda ontem um dos muitos jornalistas que me perseguem a toda a hora perguntou-me como é que consigo escrever com tanta frequência. É fácil, ou acham que é difícil escrever coisas idiotas e sem sentido? Até o Cristiano Ronaldo é capaz disso. Pensando bem, só quando está no Real Madrid, porque na Selecção diz para perguntar o que quer que seja ao Carlos Queiroz. Já este grande treinador não consegue articular uma frase sem recorrer ao uso da expressão "aaah" para ganhar tempo. Ou então é apenas por ser burro que nem uma bota da tropa no que toca ao futebol, porque acredito que seja muito bom a Geometria, senão não o tratavam por "Professor". "Ó Tiago, se vais falar de futebol, vamo-nos já embora!" Fiquem comigo, meus lindos, porque não vou falar disso. Vou antes abordar um tema que toda a gente gosta: patinagem artística. Lá estou eu a meter-me convosco. Agora a sério. Já experimentaram passar pelas aldeias do interior do país (para mim, de Mafra para cima já é interior, apesar de haver litoral na mesma. Não me interessa, o blog é meu, por isso digo o que quiser. Se me apetecer, até posso dizer que os Estados Unidos metem-se em tudo e acabam por levar na bilha. Esperem lá, por acaso isto é verdade. Cortem esta última parte. Não dá?! É em directo? Ora bolas. E o parêntesis, posso fechar? Obrigado.) e meter conversa com a velharia que está sempre sentada à porta de casa, ou ao lado das fontes, ou no café? Primeiro, tento sempre a minha sorte chamando aos senhores "Ti Manel" e às senhoras "Ti Jaquina". Costuma correr bem. Depois, se quiser saber o caminho para algum sítio, pergunto sempre aos grupinhos, para vê-los a discutir e cada um a dizer qual é o melhor trajecto. Está-se mesmo a ver que no fim fico a saber ainda menos do que aquilo que sabia antes de perguntar e acabo por ir dar a vossa casa. Sim, que eu sei que vocês moram em cabanas isoladas nos montes, ligadas por túneis, e fazem sabe-Deus-o-quê uns com os outros. Pois, agora negam, mas daquela vez agarraram-me, arrastaram-se até uma das vossas casas, amarraram-me e fizeram-me coceguinhas durante quatro horas. E, por último, puxo conversa cujos temas se resumem a política, futebol e moças jeitosas. Na política, insultam todos, até os das suas ideologias. No futebol, começam á pancada uns com os outros e acabam por concluir que a melhor equipa é a lá da aldeia, que joga no recinto dos bombeiros aos domingos à tarde. Quando começam a falar das moças, ou adormecem, ou têm enfartes. E é aí que lhes roubo os cheques das enormes reformas que têm e venho-me embora, até me perder com as indicações que me deram e sou apanhado por vocês naquela estrada onde está aquele pinheiro. Não é o pinheiro ao lado do outro pinheiro, esse não fica aí. Bem, vou regar com o meu chichi o pinheiro que raptei no outro dia. Beijinhos na nuca.
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